Minha experiência no Canadá ( Montréal)


Bom, a pedidos de alguns leitores, decidi fazer esse post e tentar sintetizar ao máximo tudo que vivi até agora, nesse primeiro de ano de Canadá, mas especificamente em Montreal na província do Québec.

Foto da Cidade de Montreal
Foto da Cidade de Montreal

O que eu aprendi, dificuldades, estilo de vida, tudo isso numa perspectiva realista. O que vemos muito por aí são posts do tipo “sensacionalistas”, onde se exalta somente os pontos positivos desse país, embora seja difícil postar algum aspecto negativo já que nossas experiências são bastante subjetivas.

Tentarei ser bastante coerente e realista com as informações a seguir. Bom, darei um breve resumo da minha trajetória até chegar aqui.

Sempre fui uma pessoa que sonhava em morar fora do país, estava na dúvida sobre a Suécia ou Canadá. Essa vontade aflorou em mim quando eu  ainda estava no primeiro ano da universidade, aos meus 18 anos, ocasião que me impulsionou a iniciar o estudo de idiomas.

Acredito que a palavra chave para o processo de imigração seja: ORGANIZAÇÃO e PLANEJAMENTO.

Por mais que você queira que as coisas aconteçam é importante ter paciência. É melhor chegar em um outro país com as ferramentas necessárias (principalmente vir com o domínio do idioma da província que você escolher) do que vir sem nenhum conhecimento qualquer.

Como eu vi e ainda vejo muitas pessoas fazerem. Ao meu ver, na minha opinião, o fato de você não dominar o Inglês ou o Francês no meu caso, só atrasa seu avanço profissional na nova província.

Pois bem, cheguei aqui com o conhecimento de  três idiomas: português (por incrível que pareça, a comunidade lusófona está crescendo e presente no mundo inteiro e é um idioma que vem sendo requisitado. Espanhol (passei um tempo na Argentina onde pude aprender bastante o idioma), Inglês (meia boca) e Francês (quase zero).

Primeiro vim visitar o país para sentir o ambiente, observar se era isso mesmo que eu queria pra minha vida. Não preciso dizer mais nada, já que não voltei ao Brasil e nem pretendo voltar. O primeiro impacto é: “Se existe um paraíso, Canadá é o país que chega mais próximo disso”. De fato, não mudei minha concepção.

Cheguei em Montréal e o primeiro impacto foi: o sistema de transportes. Simplesmente “a coisa toda ” funciona! Horário, o motorista te recebe com um “Bonjour”, você não precisa “dar o sinal” quem é brasileiro sabe como é que funciona, principalmente no nordeste.  

Quando você  desce novamente, te dizem de novo “Bonne journée”. A educação é tamanha que isso se torna o primeiro impacto na nova cidade. Eu teria que fazer um post separado ó para falar sobre o sistema de transporte de Montréal (STM), que é muito bom, diga-se de passagem.

Minha primeira amiga foi uma russa, evitei bastante o contato com meus compatriotas, por pura necessidade mesmo, queria evitar ao máximo falar em português. Então o que era “enrolado”, “desenrolou”.

Minha competência no novo idioma crescia cada vez mais, quando menos percebi estava falando, escutando e escrevendo em inglês confortavelmente. Então, lá vai a dica: valorize o processo de imersão e leve a sério, você terá resultados surpreendentes.

Meu segundo desafio, de muitos que eu ainda iria enfrentar, foi o aprendizado do segundo idioma: francês. Uma opinião totalmente pessoal: para mim, foi o idioma mais difícil.

Não para compreender, mas para falar respeitando as regras do idioma, escrever com propriedade, tanto aqui em Montreal como na França eles valorizam o francês “bem falado”. Pelo menos no ambiente profissional.

Sim, foi um desafio para mim, e o sotaque “quebécois” dispensa comentários. É complicado! Mas isso não foi motivo para desistir, teria tempo suficiente para me dedicar, e mesmo que eu mudasse de província, um idioma é sempre valioso em qualquer lugar do mundo que você more. Então, vejo sempre tudo isso em uma perspectiva positiva.

Meu terceiro desafio: Aplicar para o processo de imigração, no caso eu fui apadrinhada pelo meu marido, o fundador do Site Imigrar, Rafael Alencar. Através do programa de sponsorship spouse. Casei em Montréal, tivemos que pagar algumas taxas, traduzir inúmeros documentos, resolver muita burocracia etc.

Inclusive nesse post falamos de Conselhos para quem quer imigrar para Montréal: http://www.imigrar.com.br/conselhos-imigrar-pra-montreal-quebec/

Em dezembro de 2014 foi lançado um projeto piloto onde os cônjuges apadrinhados, e que morem dentro do Canadá, terão direito ao work permit durante o trâmite da residência permanente, por sorte, entrei nesse projeto e depois de 4 meses, recebi minha permissão de trabalho.

UPDATE: o projeto não é mais piloto, ele virou permanente. Agora cônjuges de cidadãos canadenses ou residentes permanentes, podem aplicar para uma permissão de trabalho enquanto aguardam a residência permanente.

Meu primeiro emprego em Montréal consegui com 6 meses de moradia na província. Consegui graças ao domínio dos idiomas. Trabalhei como chefe de atividades (Activity Leader) em uma das maiores e melhores escola de idiomas de Montreal, EC language school.

Minha tarefa foi acolher todos os estudantes internacionais de diversos países do mundo, organizar a programação semanal de atividades dentro e fora da escola, assegurar a comunicação entre eles em francês ou inglês, fazer visitas guiadas à Centros culturais na cidade de Montréal.

Um trabalho que no Brasil seria uma Monitora em Lazer e Atividades. Acredito que foi uma experiência de grande valia para a minha profissão de Educação Física. Essa experiência, foi sem dúvidas, um grande desafio.

Meu domínio na língua francesa não era, de fato, muito bom para tal posição. Então decidi começar o curso de francês na mesma escola aonde trabalhava. Foi a melhor decisão da minha vida, até então. Estudei o francês de base, fiz um processo de imersão e com 3 meses de curso já tinha competências de comunicação que eu mesma não poderia imaginar.

Em todas as estações de metrô existe um jornal gratuito chamado: “Jornal du Métro ou Métro. Eu lia todos os dias e sublinhava as palavras que eu não entendia. Foi interessante ver a evolução, no começo sublinhava quase o jornal inteiro (risos), já no final do curso eram 3 ou 4 palavras perdidas.

Isso que é o mais interessante: nossa evolução no idioma. A palavra chave é: Leitura! Leia incansavelmente, os resultados serão muito gratificantes. Fui “forçada” a falar durante o dia inteiro em Francês e Inglês, e o resultado foi: fluência em pouco tempo, ou pelo menos, mais rápido do que pensei.

Após o curso, recebi minha permissão de trabalho, e fiz o pedido da minha equivalência de estudos. É altamente recomendável você fazer o pedido para o Ministério de Imigração do Québec (MIFI).

Pois em algumas entrevistas de emprego, nos formulários eles perguntam seu nível de escolaridade e se você tem a equivalência de estudos emitido pelo governo. Salvo as áreas de TI (Tecnologia da Informação) e outras técnicas, esse pedido pode ser importante para as demais áreas.

Pois bem, com muita dedicação, nesse primeiro ano pude aprender dois idiomas, ter minha primeira experiência canadense de trabalho, me estabelecer no país, aprender bastante sobre o mercado de trabalho e visitar outras províncias.

Essa foi minha caminhada até aqui, e posso falar que até o momento, tem sido muito positiva. Montreal é uma cidade maravilhosa. Claro que tem seus defeitos, mas as qualidades superam e muito.

Inclusive foi eleita uma das melhores cidades do mundo, você pode ler mais aqui nesse post: http://www.imigrar.com.br/montreal-quebec-melhores-cidades/

O autor e fundador do Site Imigrar: Rafael Alencar e sua esposa e colaboradora Andréia Dourado
O autor e fundador do Site Imigrar: Rafael Alencar e sua esposa e colaboradora Andréia Dourado

Update 2020: só para dizer que agora já sou cidadã canadense, montei meu próprio negócio, um studio de bem-estar focado no ensino do Pilates, meu marido, Rafael Alencar, se tonou um dos melhores consultores regulamentados em imigração canadense do mundo.

Estamos indo muito bem. Imigrar valeu a pena, com certeza. Tudo que demos para o Canadá, recebemos de volta. Não temos do que reclamar!

E se estiver em dúvidas de qual cidade escolher, Montreal ou Quebec City, não deixe de ler esse artigo: http://www.imigrar.com.br/comparacao-montreal-e-quebec-city-canada/

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Se você quiser contar com meus serviços de consultor, é só mandar um e-mail para [email protected]Sou credenciado ao órgão regulamentador aqui no Canadá (ICCRC). Meu número de licença é: R705937

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Andréia Dourado

Sou brasileira, Nasci em Fortaleza, amo praia , sou nordestina com muito orgulho, desde criança tenho um fascínio por idiomas e viagens. Sempre tive um sonho de morar em outro país, só não sabia qual era, ( rsrs). Sou professora de Educação Física e especialista em Nutrição e Exercício Físico, para quem não sabe é uma profissão em grande demanda no Quebéc, principalmente no inverno, aí somos mais úteis ainda. Dividi a minha querida profissão com uma grande paixão: o ensino de idiomas ( Inglês e Espanhol) . Espero que com o meu conhecimento eu possa servir o maior número possível de pessoas e ajudá-las a atingir os seus objetivos, afinal, viemos ao mundo para isso, para servir e sermos servidos. Forte abraço amigos(as)!

6 thoughts on “Minha experiência no Canadá ( Montréal)

  1. Olá Andréia, gostei muito do seu post. Espero ansiosa pelos posts sobre alugar um apartamento e procura de emprego. Aliás minha dúvida é sobre empregos. Vi que é necessário ter o francês bem fluente e eu já possuo o inglês avançado, mas ainda não fiz prova de qualificação.
    Sou formada em licenciatura em Matemática e já participei de uma palestra de imigração para o Canadá. Informaram-me que aí não há diferença entre licenciatura e bacharelado, no caso da Matemática. Gostaria de saber se há boas ofertas de emprego nessa área e/ou em ambiente escolar. Se você sabe a média salarial de um professor.
    A minha ideia de imigração é médio/longo prazo, pois preciso começar o estudo de Francês, juntar grana e dependendo (se o salário para professor não for bom) fazer uma outra faculdade.
    Agradeço desde já,

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