Saiba como terminou a história da brasileira que foi processada por não fazer depilação em uma mulher trans no Canadá


Essa história (da brasileira processada por uma mulher trans aqui no Canadá) saiu em vários meios de comunicação. Inclusive no Brasil, como no Terra, Folha de São Paulo, etc. E agora vocês vão saber o desfecho dessa “novela”.

Eu tinha até esquecido dessa história. Mas hoje analisando algumas métricas do nosso perfil no instagram (se não segue, eu recomendo bastante), vi que esse foi um dos posts mais acessados desde que criei a conta.

Na mesma hora fiquei curioso. O que foi que aconteceu? Fui atrás e achei o fim dessa história bizarra. E vou compartilhar com vocês. Se não lembra do que estou falando ou não sabe do que se trata, não se preocupe. Irei fazer um resumo e também no final do artigo você acha o link para a história original.

Jessica Yaniv, mulher trans no Canadá, acusa depiladoras de discriminação

Sonho de imigração para o Canadá vira pesadelo para Brasileira

Resumo da História

Uma mulher transgênera de nome Jessica Yaniv processou a brasileira Márcia da Silva, que veio morar e trabalhar no Canadá na província de British Columbia.

O motivo do processo foi por conta da brasileira ter se negado a fazer uma depilação “estilo” brasileira (Brazilian wax) na mulher trans.

Jessica não fez a operação de mudança de sexo. O que quer dizer que sua genitália é toda masculina. Para não restar dúvidas: Jessica, apesar de se declarar e reconhecer como mulher, possui pênis e testículos.

Yaniv viu um anúncio online no Facebook feito pela brasileira. Aonde ela oferecia seus serviços de depiladora, com especialidade na depilação brasileira, conhecida no exterior como Brazilian Wax.

Márcia, na época, tinha acabado de começar seus trabalhos de depiladora. Ela atendia as pessoas na sua própria residência ou à domicílio. Jessica entrou em contato para agendar uma sessão. Depois de algumas trocas de mensagens, o agendamento foi feito.

Depois de terem fechado o negócio, Yaniv então revela à brasileira que ela era uma trans e que ainda possuía genitália masculina. Mediante isso, Márcia então revela que não poderá efetuar o serviço. Alegando que não fazia depilação em pênis e testículos. Revelou que não tinha expertise alguma e nem o material necessário. Pois 100% da sua experiência era com mulheres portadoras de vaginas.

Após o ocorrido, Jessica Yaniv entrou com um processo contra a brasileira na corte de Direitos Humanos de British Columbia. Márcia, que tinha vindo morar no Canadá para trabalhar e ganhar a vida honestamente, ficou assustada e fechou sua empresa. Jessica disse se a brasileira lhe pagasse 2.500 dólares, ela retiraria o processo contra ela.

A reviravolta do caso

Jessica fez o mesmo com 15 outras depiladoras. E todas eram imigrantes e sem muito recursos. As contactava por Facebook, deixava tudo acertado e só após o negócio ter sido fechado, é que ela revelava ainda ter genitália masculina.

Sempre que as depiladoras se recusavam, Yaniv ameaçava-as com um processo ou a opção de pagarem 2.500 dólares como reparação para ela não ir adiante com o caso no tribunal.

Existem relatos de depiladoras que foram contactadas por Jessica, que ao afirmarem que fariam o serviço mesmo ela ainda tendo órgão sexual masculino, Jessica então disse que tinha desistido do negócio.

Yaniv também não foi adiante contra algumas depiladoras que lhe disseram que iriam adiante e brigar na justiça contra ela.

Jessica vinha conseguindo abrir os processos de forma anônima, alegando direito à privacidade. Dessa forma as acusadas não sabiam que outras estavam na mesma situação e sendo processadas pelas mesma pessoa. Só que na internet, Yaniv falava para seus seguidores sobre os processos abertos por ela.

Ao ver que Jessica falava na web sobre casos que pediu anonimato na corte, o juiz então retirou o anonimato dos processos.

Foi aí que muitos começaram a achar que Jessica estaria fazendo isso de propósito para ganhar dinheiro de maneira fácil. Só que 3 dessas depiladoras, incluindo a brasileira, receberam representação legal de forma gratuita e o caso foi parar no tribunal.

Depois de algumas poucas sessões o juiz chegou ao veredito. E é sobre isso (o desfecho dessa história) que vou falar agora.

Tribunal ordena Mulher Trans a pagar 6 mil dólares de indenização à depiladoras

No dia 22 de outubro do ano passado, o tribunal se decidiu em favor de Márcia da Silva e outras duas depiladoras. Um dos juízes escreveu o seguinte (tradução livre): “A legislação sobre direitos humanos não requerem que uma pessoa que oferece serviços de depilação tenha que obrigatoriamente depilar um tipo de genitália para a qual ela não recebeu treinamento”.

O juiz continuou dizendo que Yaniv foi “evasiva em suas respostas e se contradisse várias vezes ao tentar apresentar provas”.

No julgamento, em sua defesa, Jessica disse que as imigrantes se escondiam atrás das suas crenças religiosas, para discriminar mulheres trans que tem órgãos genitais masculinos, ao recusarem fazer a depilação.

Não só isso, ela exigiu 500 mil dólares em reparação e tentou chegar a um acordo com as acusadas. Porém isso não foi bem visto por um dos juízes que finalizou dizendo que Yaniv deliberadamente tentou utilizar do sistema judiciário para ter um ganho financeiro, e não para buscar justiça.

Uma professora especialista em depilação de um centro em Vancouver foi chamada para dar sua opinião no tribunal. Ela disse que a depilação da genitália masculina e feminina são diferentes. E que o serviço inclui diferentes técnicas de posicionamento, aplicação e remoção da cera. E que se feito por alguém sem experiência, pode causar sangramento, ruptura da pela e até machucados profundos.

Ao final o tribunal decidiu que Márcia e as outras duas depiladoras ganhassem 2 mil dólares cada.

O advogado Jay Cameron, que inclusive representou a brasileira sem cobrar nada, disse que uma das depiladoras ficou tão aliviada que começou a chorar copiosamente.

Ele também adicionou que: “É muito inconveniente ter um processo de abuso de direitos humanos aberto contra você, pois fica a impressão de que a pessoa é transfóbica. E hoje em dia essa é uma alegação muito séria. E alterou (para pior) a vida das acusadas de forma considerável.

Yaniv não quis fazer nenhum comentário para a mídia após o fim do julgamento.

Conclusão & Fonte

Agora a brasileira Márcia da Silva pode respirar aliviada. E não só isso, ainda vai receber uma compensação financeira. Acredito que o valor é pouco diante da dor de cabeça que ela teve que passar.

Quando você decide vir morar no Canadá, você acha que vai ter uma vida melhor e mais calma do que no Brasil. Nunca imagina que sofrerá um processo contra os direitos humanos! Ainda mais sem ter feito nada demais.

Porém, a justiça foi feita. E acredito (e espero) que Jessica Yaniv tenha aprendido a lição de não usar a justiça para tentar fazer injustiça.

Aqui o link do artigo original que postei: https://imigrar.com.br/jessica-trans-processa-brasileira-no-canada/

Fonte:

https://bc.ctvnews.ca/trans-woman-who-complained-salons-wouldn-t-wax-genitalia-ordered-to-pay-6k-1.4651311

Quem quiser ler o processo inteiro pode achá-lo aqui: https://www.scribd.com/document/431611149/Jessica-Yaniv-decision#download&from_embed

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